| cinco minutos depois da hora dos fantasmas |
[Aug. 18th, 2009|03:04 am] |
li noutro dia que a hora mais propícia a aparições de fantasmas é esta - três da manhã. talvez tenha ouvido e não lido. cada vez leio menos, cada vez estou mais estúpido, menos bruto. seja como for, fantasmas. assustam-me como o raio que os parta.
e não é isto que eu quero dizer, não foi para isto que me sentei.
desculpa não ter poemas de amor para ti.
não sei outra forma de o dizer, mas a verdade é que os perdi pelo caminho e quando cheguei à tua porta não tinha nada nas mãos. nada. ainda assim encheste-mas de beijos.
daí eu ter voltado para trás, para procurar um a um os versos que deveria ter escrito para ti.
não quero fugir outra vez, sabes?
quero apenas existir minimamente, fugazmente, intensamente na almofada onde deitas a cabeça também. e que a luz que vem lá de fora, lua, lâmpada ou pirilampo, seja só a suficiente para que nos reconheçamos.
e agora dorme em paz, ainda cá estarei quando amanhecer.
e não é isto que eu quero dizer, não foi para isto que me sentei. de todo. |
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| o verão |
[Jul. 3rd, 2009|12:22 am] |
| [ | Current Music |
| | ný batterí | ] |

gosto quando entras no comboio a correr, porque no minuto seguinte ele já estará a caminho de nova estação. gosto, sobretudo, quando o perdes e quase choras, porque afinal não queres ir para outro lado, porque o teu lugar é aqui.
e gosto quando não sabes o que é chorar, aninhada nos meus braços, perdidos e encontrados, pois lá fora o verão regressa
e pode ser que amanhã possas ficar,
finalmente.
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| mão de rosa |
[Jun. 18th, 2009|12:35 pm] |
| [ | Current Music |
| | love should | ] |
 disse-o baixinho, como se o entendesses. |
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| menos uma flor no jardim da minha infância |
[Jun. 16th, 2009|08:11 pm] |
 ontem subi as escadas de sempre. uma criança e um cachorro brincavam à porta da tua casa. agora fechada. agora de ninguém. não estavas lá, não olhei para a tua janela. não te vi, não sabia de ti. e hoje morreste-me. e eu choro, ainda o sei fazer, criança que ainda sou. criança que ainda não percebe a morte. criança a quem ensinaste a brincar, Rosa. ainda Rosa do meu coração. |
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